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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Imantação das Imagens



Santa Sara de Kali
Santa Sara de Kali

Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.


Cigana Huanita
Cigana Huanita

O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.
A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária. Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.


Cigana Sarita
Cigana Sarita

Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. 
Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas. Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
 


Cigana Yasmind
Cigana Yasmind

Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs. O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais. Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.
Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
 


Cigano Wladimir
Cigano Wladimir

Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento. Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.
Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.


Altar Completo
Altar Completo



Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce. E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.

As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.

Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.

É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A saga cigana


A história e os segredos do povo mais misterioso do mundo


Texto Luciano Marsiglia
Imagine um mundo em que as pessoas não tenham endereço fixo, documentos, conta em banco, carteira assinada nem história. E que a vida deles passe despercebida, como se não existisse. Que a única certeza é que nunca faltará preconceito e ignorância, medo e fascínio, injustiças e alegrias ao longo de sua interminável jornada. Bem-vindo ao mundo cigano.Ou melhor: à imagem que temos dele. O universo cigano é tão antigo e extenso, tão cheio de crenças e histórias que nem mesmo seu próprio povo conhece bem o limite entre verdade e lenda. É que o nome “cigano” designa muitos povos espalhados por quase todas as regiões do mundo. Povos com diferentes cores, crenças, religiões, costumes, rituais, que, por razões às vezes difíceis de compreender, foram abrigados sob esse o imenso guarda-chuva (assim como populações muito diferentes são chamadas de índios).
A história dos ciganos é toda baseada em suposições. E a razão é simples: faltam documentos. Os ciganos são um povo sem escrita. Eles nunca deixaram nenhum registro que pudesse explicar suas origens e seus costumes. Suas tradições são transmitidas oralmente, mas nem disso eles fazem muita questão – os ciganos vivem o hoje, não se interessam por nenhum resquício do passado e não se esforçam por se manterem unidos. A dificuldade em se fixar, o conceito quase inexistente de propriedade e a forma com que lidam com a morte – eliminando todos os pertences do falecido – dificultam ainda mais o trabalho aprofundado de pesquisa.
Uma teoria, contudo, é aceita pela maioria dos especialistas. A partir da constatação da semelhança entre as línguas romani (praticada pelos rom, o maior dos grupos ciganos) e hindi (variação do sânscrito, praticada no noroeste da Índia, onde hoje fica o Paquistão), foi possível elucidar a primeira e grande diáspora cigana. Um grande contingente, formado, possivelmente, por uma casta de guerreiros, teria abandonado a Índia no século 11, quando o sultão persa Mahmoud Ghazni invadiu e dominou o norte do país. De lá, emigraram para a Pérsia, onde hoje fica o Irã. A natureza nômade de muitos grupos ciganos, entretanto, também permite supor um movimento natural de imigração que tenha chegado à Europa conforme suas cidades se desenvolviam, oferecendo oportunidades de negócios para toda sorte de viajantes e peregrinos.
É provável que, pelo caminho, por volta do século 15, tenham passado pelo Pequeno Egito, uma região do Peloponeso, no interior da Grécia. Pelo menos era de lá que eles diziam vir a quem perguntava a sua origem. Daí o nome gypsy (em inglês), ou gitanos (em espanhol). Mas, antes disso, ainda no século 13, um documento escrito por um patriarca de Constantinopla já advertia sobre a presença dos adingánous, um povo errante que, dizia, ensinava coisas diabólicas. O registro é o primeiro a tratar os ciganos de forma pejorativa e a registrar o medo que as cidades européias sentiam de suas caravanas. Era o começo da sina cigana.
“Desde o início do contato com o Ocidente, eles foram causa de conflitos, provocadores de desordem e subversivos ao sistema. E sofreram todo tipo de perseguições religiosa, cultural, política e racial”, diz Aluízio Azevedo, mestre em história cigana pela Universidade Federal de Mato Grosso e ele mesmo um cigano calon (veja no quadro ao lado os principais grupos ciganos). É difícil saber o que veio primeiro: hábitos pouco ortodoxos ou o preconceito em relação a uma cultura tão diferente. Os ciganos tinham a pele escura, muitos filhos, uma língua indecifrável e origem desconhecida. Talvez a falta de oportunidades de emprego tenha sido a causa do seu destino artístico. Eram enxotados e então se mudavam, levando novidades dos lugares de onde vinham. Assim, surgiu a fama de mágicos, feiticeiros. Se todos acreditavam nisso, por que não aproveitar para fazer dinheiro? E, então, as mulheres passaram a ler as mãos, a prever o futuro. Negociar objetos era outra forma de sobrevivência: os ciganos tinham acesso a mercadorias “exóticas” e podiam levar sua tralha para onde quer que fossem.
Os bandos que chegavam ao continente europeu eram liderados por falsos condes, duques ou outros títulos de nobreza. Observando os peregrinos europeus, que entravam e saíam facilmente das cidades, copiaram a idéia de salvo-conduto – uma espécie de pai do passaporte. Os ciganos inventavam que seus documentos haviam sido expedidos por Sigismundo, rei da Hungria. Justificavam a vida nômade dizendo que bispos os haviam condenado a peregrinar durante 7 anos como penitência pelo abandono da fé cristã. Alguns dos salvos-condutos permitiam até que furtassem quem não lhes desse esmolas. Uma tática para aumentar a chance de ser aceitos nas comunidades, fazer negócios e exibir seus dons artísticos. Até que a farsa acabava e eles pulavam novamente para outra cidade.
Durante a Reconquista Cristã de 1492, na península Ibérica, árabes, judeus e ciganos foram expulsos – muitos deles vieram para as Américas. Um século mais tarde, eram varridos da França, por Luís 12, e da Inglaterra, por Henrique 8o. Logo depois, a rainha Elisabeth 1a decretou que ser cigano era crime punido com morte. Uma das lendas que surgiram nessa época, e que até hoje perdura, é a de que um dos ferreiros que fizeram os pregos que prenderam Jesus na cruz era cigano. Por isso, sua gente teria sido amaldiçoada com uma vida nômade. E dessa forma construiu-se a imagem de povo errante, místico, perigoso e contraventor. Assim, no contato com as imagens construídas e alimentadas no Ocidente, foi criado o conceito de um povo cigano.
E o que é ser cigano?
Definir a identidade cigana é bem mais difícil do que parece. Subdivididos em 3 principais etnias (rom, calon e sinti), eles não constituem um povo homogêneo. Nem todos são nômades. Nem todos falam romani. Nem todos dançam ao redor de fogueiras ou usam roupas coloridas. Podem ser pobres ou ricos. Podem ser cristãos, muçulmanos, judeus. O que faz deles um povo é uma sensação comum de não serem gadgés – como eles chamam os não-ciganos – e de se identificarem como rom, calon ou sinti. “O termo ‘cigano’ só funciona nessa oposição”, diz o pesquisador Frans Moonen, autor do livro Anticiganismo – Os Ciganos na Europa e no Brasil.
Mas, apesar de todas as divergências, algumas características permitem traçar um perfil comum a esses grupos. A primeira delas é o espírito viajante. Ainda que nem todos sejam nômades, os ciganos não se sentem pertencentes a um único lugar. Não criam raízes, não têm uma noção concreta de propriedade – estão sempre fazendo negócios com seus pertences, preferencialmente em ouro, que não perde valor e é aceito em qualquer nação (por isso a imagem cigana é vinculada ao uso do ouro como adereço, especialmente nos dentes das mulheres). Eles não gostam de se submeter a leis e a regras que não sejam as deles. Prezam, acima de tudo, a liberdade. Assim, podem até se estabelecer por muito tempo em um mesmo lugar (como é comum entre os sinti). Mas, nesse caso, procuram morar em uma mesma rua ou, de preferência, em acampamentos onde possam preservar sua autonomia e manter a unidade familiar – outro aspecto primordial na vida cigana.
É em torno da família que uma comunidade cigana se organiza. Há um líder, sempre um homem, nomeado por mérito e não por herança. Ele é escolhido levando em conta vários aspectos. Um deles, importantíssimo para conseguir alugar um terreno, montar um circo ou participar de feiras, é ter um documento de identidade, o que se tornou um verdadeiro desafio – o cigano não consegue registrar o nascimento dos filhos porque não possui documentos próprios, em um processo sem fim. Também deve ser um bom interlocutor entre o poder público e seu grupo, além de ter habilidade para resolver os problemas internos do acampamento. É ele quem dita as regras, divide as tarefas, cria as leis do grupo.
A sociedade cigana é patriarcal, quase machista. Ao se casar, o homem vira o responsável pelo sustento do lar. A mulher passa a morar com a família do marido e deve cuidar dele, dos sogros, da casa e dos filhos. Isso costuma acontecer cedo, ainda na adolescência: logo após a primeira menstruação, a menina já é considerada apta para casar e ter filhos. A noiva deve ser virgem. Tradicionalmente, sua pureza é comprovada em um dos rituais da longa festa de casamento, em que o lençol da noite de núpcias é exibido para toda a comunidade. Antigamente, os pais do noivo deviam pagar um dote à família da moça, mas esse hábito já não existe mais na maior parte dos acampamentos.
O casamento entre primos, no entanto, continua sendo estimulado, também na tentativa de preservar o núcleo familiar. É natural que em comunidades nômades seja mais difícil acontecer um casamento entre ciganos e gadgés. Mas é possível e permitido. Nesse caso, o homem ou a mulher deve mudar de vida. Ser cigano não depende do sangue – se o gadgé optar por se integrar ao grupo, automaticamente vira um deles.
À medida que se estabeleceram na Europa e nas Américas, os ciganos assimilaram cerimônias e ritos ocidentais. No Brasil, por exemplo, o catolicismo foi adotado pela maioria (é comum encontrar imagens da Nossa Senhora Aparecida nas barracas). Mas algumas tradições permanecem fortes. A simbologia da morte é a principal delas. “Quando um cigano morre, há um processo de morte que se instala em todos os indivíduos do grupo”, afirma Aluízio. Os calon realizam rituais de cura assim que é diagnosticada a doença. Além de aceitar a medicina tradicional, eles recorrem a rezas, correntes de orações, garrafadas de ervas, chás e simpatias, geralmente ministradas por uma curandeira do grupo.
Durante o velório, o morto é o centro do ritual e, dependendo da posição que ele ocupava, a família se reestrutura: uma nova liderança terá que ser eleita. O corpo do falecido é lavado, untado com ervas aromáticas e vestido adequadamente. Esse momento de sofrimento e cumplicidade é importante para a identidade do grupo. Como em outras culturas, percebe-se a possibilidade de transcendência. No caso dos ciganos, esse é o momento de encontrar a sua alma naturalmente viajante.
Em alguns acampamentos, eliminam-se todos os pertences do morto. Até o seu trailer chega a ser queimado. “É como um corte na história. Nada é guardado, não se resgata o passado”, diz Florencia Ferrari, estudiosa do assunto e autora do livro Palavra Cigana. Depois da morte de um membro, muitos grupos ciganos se mudam para outro acampamento.
Os ciganos hoje
Imagina-se que existam 15 milhões de ciganos espalhados pelo mundo. Como tudo relacionado a esse universo, essa é só uma estimativa – eles vivem à margem da sociedade e não costumam participar de pesquisas de censo demográfico.
E isso, por si só, já é uma polêmica. Em maio deste ano, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, autorizou que fosse feito um censo especial para mapear a presença de ciganos sem moradia fixa na periferia das grandes cidades italianas. O censo incluiria dados como etnia, religião e impressão digital – que não são exigidos na identidade dos italianos. Os ciganos saíram às ruas em protesto, argumentando que essa seria uma ferramenta racista e discriminatória.
A medida foi considerada ilegal pelo Parlamento Europeu, já que impõe exigências desiguais a cidadãos do bloco. Mas os ciganos continuam com medo de ser expulsos do país, ainda que um terço dessa população não seja nem mesmo imigrante.
O receio é justificável: desde o século 15 os ciganos não têm um momento de folga. Até o século 19, eles foram escravizados na região onde hoje é a Romênia. Durante a 2a Guerra Mundial, foram perseguidos pelos nazistas, sendo, de acordo com alguns historiadores, o povo mais dizimado pelo Holocausto: do 1 milhão de ciganos que vivia na Europa, 500 mil foram assassinados. Muitos dos sobreviventes emigraram para os EUA, daí a lei que impedia sua entrada no estado de Nova Jersey, que só foi abolida nos anos 90.
“Na Europa, em praticamente todos os países, os ciganos são a minoria mais discriminada, muito mais do que os judeus ou os negros”, diz Moonen. E no Brasil não é muito diferente. O primeiro grupo de ciganos, de maioria calon, chegou por aqui no século 16, deportados de Portugal. Os rom vieram de forma voluntária a partir da 2a metade do século 19. Naquela época, eram comerciantes ambulantes de escravos, cavalos e artesanatos. Hoje compram e vendem carros, televisores e toalhas. Os mais recentes, às vezes bem pobres, vieram do Leste Europeu após a derrocada da União Soviética. Alguns são sedentários, mas a maioria se mantém na vida itinerante. Todos sofrem com desconfianças e preconceitos.
A cidade de Sousa, no interior da Paraíba, é um caso clássico. Os cerca de 450 ciganos fixados há anos por lá não recebiam entregas de correio nem tinham o lixo coletado em seu acampamento. Curiosamente, muitas escolas recusavam a matrícula de crianças ciganas. O caso ficou bem conhecido na região: foi necessária a intervenção da Procuradoria da República da Paraíba para resolver a questão.
Tanto no Brasil quanto na Europa, o analfabetismo entre os ciganos é alto. Por aqui, segundo a historiadora Isabel Fonseca, 3 em cada 4 mulheres ciganas são analfabetas. Por lá, escolas que só aceitam ciganos têm os piores níveis de qualidade. A falta de estudo e a vida à margem os empurram cada vez mais para a criminalidade, o que alimenta as visões deturpadas e generalizadas que sobrevivem desde os primeiros contatos entre ciganos e europeus. Enquanto não forem compreendidos, eles se mudarão e começarão tudo de novo. Seguirão vivendo sua saga cigana.
“Parece que os ciganos vieram ao mundo somente para ser ladrões: nascem de pais ladrões, criam-se com ladrões, estudam para ser ladrões (…).”
– La Gitanilla, Miguel de Cervantes, 1613.

Iguais, mas diferentes

Quem são os 3 principais grupos ciganos
Rom ou Roma
Predominantes nos países balcânicos, principalmente na Romênia, falam romani, a mais conhecida das línguas ciganas, e são o grupo mais estudado pelos pesquisadores. São divididos em subgrupos: kalderash, matchuaia, curcira, entre outros. Consideram-se os “ciganos autênticos”.
Sinti
Também chamados de manouch, são mais numerosos na Itália, no sul da França e na Alemanha. Falam a lingua sintó, para alguns pesquisadores, uma variação do romani. Não há estudos que apontem a presença significativa desse grupo no Brasil.
Calon ou Kalé
Conhecidos por “ciganos ibéricos”, já que viviam na Espanha e em Portugal antes de se espalhar pelo resto da Europa e da América do Sul. São os criadores do flamenco e responsáveis pela popularização da figura da dançarina cigana. Falam a língua caló e são o grupo mais numeroso do Brasil.

Verdade ou mentira?

A origem das histórias do imaginário cigano
Ciganas lêem a sorte
Amparados pelo mistério que os rodeava, os ciganos perceberam que poderiam utilizar a curiosidade dos povoados sobre o futuro como um modo de fazer negócio e ganhar dinheiro. A crença virou parte da cultura cigana. Hoje, as ciganas lêem até mesmo a sorte de outras mulheres do grupo, mas, nesse caso, sem dinheiro envolvido.
Ciganos roubam crianças
Essa crença pode ter vindo do hábito dos ciganos de circo de incorporar à trupe crianças órfãs ou abandonadas que se encantavam pelo seu estilo de vida. Mas o mais provável é que o medo daquele povo desconhecido o tenha transformado em uma espécie de bicho-papão para os europeus.
Ciganos são negociantes
É possível que sua vida errante tenha favorecido atividades relacionadas ao comércio. Além de terem acesso a objetos “maravilhosos” dos lugares por que passavam, conseguiam carregar a sua forma de sustento numa mala sempre que precisavam levantar acampamento.
Ciganos são trapaceiros
Na Idade Média, aquelas pessoas exóticas e desconhecidos eram vistas como bruxas (muitas foram queimadas durante a Inquisição). A vida à margem da sociedade muitas vezes os empurrava à criminalidade. As outras formas que encontravam para ganhar dinheiro – comércio e leitura de mãos – colocavam à prova sua honestidade. Essa confluência de fatores pode ter criado a imagem do cigano trapaceiro.
Ciganos falsificam ouro
Tradicionalmente, muitos grupos ciganos dominam o trabalho com metais. Algumas etnias carregam isso até no nome, como os kalderash (“caldeireiros”, em romani). No Brasil, os ciganos participaram da exploração de minas de ouro no século 18. Junte-se tudo isso à fama de trapaceiros e fica fácil entender a crença de que eles falsificam metais.
Ciganos honram a palavra
Como são um povo sem escrita, as leis ciganas são regidas com base na palavra dada. O não-cumprimento de uma regra ou de um acordo representa uma grande ofensa à sociedade cigana, e quem o faz é desmoralizado perante o grupo.

Ser Cigano


*
  Fogo, música, dança, alegria, sedução, paixão. 
   Ser cigano é percorrer esta estrada sem se prender a nenhuma estação. 
   Ser cigano é acender uma fogueira no próprio coração para dançar a vida com magia, coragem e paixão. 
   Ser cigano é brincar com fogo sem se queimar. 
   Ser cigano é beber vinho sem se embriagar. 
   Ser cigano é se apaixonar sem se aprisionar. 
   Ser cigano é sempre dançar sem, jamais tropeçar. 
   Ser cigano é cantar as palavras do seu coração com beleza, força e sedução. 
   Ser cigano é sempre estar atento para ver em que direção vai soprar o vento. 
   Ser cigano é nunca temer a liberdade do risco de viver. 
   Ser cigano é aceitar a vida como uma melodia que, como tudo, tem seu princípio, meio e dia. 
   Ser cigano é saber seduzir, sem se seduzir pela própria sedução. 
   Ser cigano, enfim é ser humano e brilhar assim mesmo." 
***
   Aiyan Zahck
*
 Evita a moleza na atitude, no gesto, na palavra.
(Conselho cigano)

Os 7 ensinamentos Ciganos

1- FELICIDADE - um campo aberto, um luar, um violão, uma fogueira, o canto do sabiá e a magia de uma cigana.
2- ORGULHO - é saber que nunca participamos de guerras e nunca armamos para matar nossos semelhantes.
 Somos os menestréis da paz.
3- AMOR - amar é vivermos em comunidade, é repartir o pão, nossas alegrias e até nossas aflições.
4- LEALDADE - é não abandonar nossos irmãos quando precisam. 
É nunca negar o ombro amigo, a mão forte e o incentivo à vida.
5- RIQUEZA - é termos o suficiente para seguirmos pela estrada da vida.
6- NOBREZA - é fazermos da humilhação um incentivo ao perdão.
7- HUMILDADE - é não importar-se em ser súdito ou nobre, importar-se apenas em saber servir.
*
A erva curva-se ao vento e levanta-se de novo quando o vento passou.
(Conselho Cigano)

Astrologia Cigana  

 



*
As dimensões do Cosmo são tão grandes que se utilizássemos as unidades de distancia familiares, como metros ou milhas, escolhidas pela sua utilização na Terra, fariam pouco sentido. 
Medem-se então as distâncias com a velocidade da luz. Assim, como poderiam entender sobre o Cosmo, a caminhada das estrelas, o Sol e a Lua, gente que vivia numa terra dividida em castas, cheia de religiões pagãs e mitos tribais, como os ciganos?
Como poderiam entender de luas e saber de sóis os caldeus, os pais da astrologia? 
Mesmo assim eles tentavam. 
Armavam seus observatórios toscos e perscrutavam as estrelas. 
Destas pesquisas nasceu a astrologia, pseudociência, mas que tem adeptos em todo o mundo e que traz alguma verdade, pois é algo sentido e não racionalizado pelos antigos.
Assim como não entende o Cosmo, o homem não pode entender a Deus; no entanto, tenta, cria, sonda e procura voltar-se sempre para Deus. 
Daqui da Terra, lugar de céus azuis de nitrogênio, oceanos de água verde, tépidas florestas e prados ondulantes, um mundo positivamente belo, nós, seres humanos, buscamos a Deus. 
Assim, os ciganos, como todos os povos da Terra, amam a Deus e sabem que como criaturas criadas tem de haver um Criador. 
E através da observação dos astros criaram sua astrologia pouco ou nada divulgada no Ocidente.
 Não é uma ciência, como logicamente o é a Astronomia; tem falhas, mas em relação ao tipo humano dos caldeus é divulgada por toda a parte, mas tem também mistérios e seus encantos.
Como a astrologia dos caldeus, a dos ciganos tem também doze signos.
 Cada um deles tem suas características, planetas regentes, influências e lendas.
 Não nasceu no entanto de Cláudio Ptolomeu que a criou dos restos das crenças babilônicas enquanto trabalhava na famosa Biblioteca de Alexandria.
 Foi criada pelos kakus (feiticeiros) ciganos em suas caminhadas pelas estradas banhadas de luar e pelas lendas vindas da velha e misteriosa Índia.
A astrologia é a arte de predizer os futuros acontecimentos humanos pela posição das estrelas ou de outros corpos celestes. 
*
Seu estudo começou nas antigas civilizações mesopotâmicas e a crença na eficácia desta arte espalhou-se para a Grécia, no século IV antes de Cristo, e para Roma antes da era cristã. 
Na índia e na China a astrologia incorporou largamente as teorias e crenças dos gregos, do mesmo modo que no Egito, a partir de Cláudio Ptolomeu e seus estudos na Biblioteca de Alexandria. 
A astrologia grega, desenvolvida pelos árabes no século VII e VIII, teve grande influência na Europa.
Quando os árabes invadiram a Índia no século VIII levaram consigo esta astrologia que os ciganos aprenderam e acrescentaram a ela suas observações pelas caminhadas.
Na Babilônia ela era considerada um dos meios para conseguir interpretar a vontade dos deuses. 
O segundo meio era o exame das entranhas dos animais sacrificados. Está ligada aos antigos cultos do Sol e da Lua e da dependência dos céus para a fortuna e a colheita. 
Além do Sol e da Lua, a astrologia se baseava nos cinco planetas então conhecidos e em algumas estrelas mais importantes. 
Assim, ela era baseada em conhecimentos astronômicos empíricos.
 Não é uma ciência e sim uma arte adivinhatória, onde vale mais a sensibilidade do que a razão.
Os gregos foram os primeiros a traçar horóscopos individuais, tendo por base a posição dos planetas. 
Em sua estada na Grécia, os ciganos, sempre ligados em assuntos místicos, aprenderam algo desta técnica.
Como os babilônios, os ciganos aceitam a teoria da elipse, representando o curso do Sol durante o ano, dividida por doze constelações, cada divisão com trinta graus. 
Pesquisas atuais revelam que o fenômeno da precessão dos equinócios já era conhecido pelos astrônomos da Babilônia. Os árabes divulgaram e acrescentaram fatos a estas teorias. 
Cores, metais, pedras, plantas e animais foram ligados a cada planeta e a cada signo.
 Dos planetas, idêntica associação de idéias abrangeu as constelações do Zodíaco, que, em um estágio mais avançado da astrologia, foram colocadas em pé de igualdade com os planetas quanto à influência sobre os horóscopos individuais.
Assim também a cada um dos doze signos do Zodíaco atribuem-se características e influências próprias.
 As influências benéficas ou maléficas de cada planeta, juntamente com as do Sol e da Lua, são modificadas pelo signo presente do horóscopo.
 Dessa forma, Júpiter pode mostrar riqueza num signo e fama ou beleza em outro. 
Saturno pode indicar pobreza em um, má sorte em outro, feiúra em outro ainda.
Os ciganos, como todos os povos místicos, levam a sério a astrologia. Inicialmente havia só cinco planetas influindo; hoje sabem que existem mais quatro gra-vitando em tomo do Sol. Toda a astrologia antiga acreditava também na força dos quatro elementos: terra, cor marrom; ar, azul; água, verde; fogo, vermelho. Tentando conhecer as leis dos céus ou suas regras, os ciganos, os caldeus, os magos e pensadores antigos buscavam encontrar respostas que até hoje ainda estão encobertas. 
Mesmo os maiores astrônomos atuais não conseguiram ainda entender muito do Cosmo, dos planetas e das constelações.
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MARIA HELENA FARELLI
Todos os créditos a Autora do livro e a Editora.
Texto retirado do livro:
Astrologia dos Ciganos
( e sua magia)

Bandeira Cigana



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A Bandeira Cigana, nas cores azul, verde e vermelho, foi aprovada em 1971 em Londres, Inglaterra, no Primeiro Congresso Mundial Cigano e passou a ser o símbolo internacional de todos os ciganos. 
O azul representa o céu sobre nossas cabeças e os valores espirituais.
O verde representa a natureza, a terra, o orgânico, o crescimento, e as matas pelas quais muitos caminhos foram abertos pelos ciganos. 
A roda vermelha no centro da bandeira representa a Roda Indiana (samsara*), mantendo assim vivo o vínculo com o país de origem dos ciganos.
A roda da bandeira cigana semelhante a roda do vurdón*, tem 16 aros e significa a evolução do consciente com os mundos superiores. 
Samsara 
(sânscrito) - Literalmente significa "viajando". 
O ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance da liberação.
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Vurdón 
(romanês ou romani - dialeto cigano) - Significa "carroção".
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Cigano Wladimir
Tenho os cabelos como a mais escura noite,
Tenho os olhos acinzentos como o lobo e seu pelo,
Tenho o olhar penetrante como o fio do punhal,
Ora arma cortante, ora uma arma mortal.

Tenho a alvura nos dentes como a espuma do mar,
Tenho um abraço quente, tenho ânsia de amar.
Tenho os lábios carnudos, sedentos de amor,
Sou faminto, quero tudo, despertá-la, ó flor!



 Tenho a liberdade como meu maior tesouro,
Percorri várias cidades onde ganhei muito ouro.
Tenho riquezas tantas, nada pode me comprar.
Sara Kali é minha santa, aqui e em qualquer lugar.

Mulher alguma me manda,
Cruzo estradas, vales, serras,
Sou andarilho que anda,
Os quatro cantos da terra.

A sedução é meu forte,
Meu carisma é minha marca
Minhas mãos, minhas carícias,
Minha sedução traduz meu encantamento cigano!

Sou encanto, sou magia, sou alma a viajar,
Sou música, sou canção, sou um violino a tocar.
Sou Wladimir, aqui e em qualquer lugar!

Pintura de Reno
Desconheço autoria do poema.

SÍMBOLOS CIGANOS


 SÍMBOLOS CIGANOS

Imagine um mundo em que os indivíduos não possuem documentos, endereço fixo, conta em banco nem história; e que a vida deles praticamente passasse despercebida, como se não existissem; e que a única certeza é que nunca faltará ignorância e preconceito, fascínio e medo, alegrias e injustiças ao longo de sua longa jornada – esse é o mundo cigano. Ou melhor: essa é a imagem que chega/temos deles.
O mundo cigano é tão extenso e antigo, tão cheio de histórias e crenças que nem mesmo seu próprio povo conhece bem o limite entre o que é verdade e o que é mito. Isso porque o termo ‘cigano’ designa muitos povos espalhados por inúmeras regiões do mundo – povos com diferentes religiões, crenças, cores, rituais e costumes.
A história dos ciganos é, essencialmente, baseada em suposições. A razão: faltam documentos. Os ciganos são um povo sem escrita que nunca deixaram nenhum registro que pudesse explicar seus costumes e origens – toda a tradição segue sendo transmitida oralmente.
Quanto aos símbolos ciganos, além da Bandeira e do Hino, existem outros sete:

Bandeira

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Instituída pela Internacional Gypsy Committee Organized, durante o Primeiro Congresso Mundial Cigano, em 1971, a bandeira é o símbolo internacional de todo o povo cigano.
  • A roda vermelha simboliza a vida – o caminho a percorrer e o já percorrido;
  • O azul representa os valores espirituais – a ligação do consciente com mundos superiores;
  • O verde representa a Mãe Natureza – o respeito e gratidão pela terra.

Coruja

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O símbolo coruja para os ciganos representa segurança. A imagem da ave é utilizada para trazer equilíbrio e segurança no plano físico, econômico, e para evitar possíveis perdas materiais.

A chave

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Representa as ‘soluções’. Usado para atrair boas soluções aos mais diversos problemas, o símbolo, quando trabalhado no fogo costuma atrair riquezas e sucesso.

Estrela de 5 pontas

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Para os ciganos, a estrela de cinco pontas simboliza evolução. O amuleto é utilizado para trazer proteção, além de estar associado à sorte, intuição e êxito. A estrela, também conhecida como pentagrama, representa o domínio dos cinco sentidos.

Estrela de 6 pontas

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Simboliza proteção. Usada como um talismã contra os inimigos invisíveis e visíveis, a também conhecida como Estrela Cigana é o símbolo dos grandes chefes ciganos. As seis pontas formam dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está em cima e o que está a baixo.

Ferradura

ferradura-simbolos-ciganos
Simboliza sorte e energia. Usado para atrair boa sorte e energia positiva, a ferradura representa o trabalho e o esforço. Os ciganos usam o símbolo como um poderoso amuleto da sorte, além do mesmo afastar a má sorte.

A Lua

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Para os ciganos, a lua simboliza os mistérios e a magia. Usada para atrair percepção, cura, poder feminino e o exorcismo é preciso estar atento às suas fases: nova, crescente, cheia e minguante. Quando cheia, a lua representa o maior elo de ligação com o sagrado – as grandes festas sempre são realizadas nas noites de lua cheia.

A moeda

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Simboliza prosperidade e proteção. Usada para afastar energias negativas e para atrair riquezas. A moeda, ligada ao equilíbrio e à justiça e associada à riqueza material e espiritual (cara e coroa), para os ciganos representa o ouro físico (cara) e o espiritual (coroa).

Punhal

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Simboliza poder, força, superação e vitória. Muito utilizada em rituais de magia, o punhal tem o poder de transmutar energias. Na cultura cigana o símbolo é usado para abrir matas e nas cerimônias de casamento, onde os pulsos dos noivos são cortados e amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma.

A roda

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Representa a Samsara – o ir e vir, o passar por diversos estados, o circular, morte e renascimento, o ciclo da vida. Muito usada para atrair equilíbrio e consciência, a roda é o grande símbolo cigano.

A taça

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Simboliza a receptividade e a união, pois qualquer líquido adquire a forma da taça. No casamento cigano, os noivos bebem vinho em uma única taça, esta representa o valor e a comunhão eterna.

Trevo

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Símbolo universal e o mais tradicional de boa sorte. O trevo de quatro folhas traz fortuna e felicidade – quando encontrado na natureza, pode-se esperar que boas notícias virão.